sábado, 30 de junho de 2012

Exemplo de descrição psicológica

   Seu Amaro é sempre o mesmo homem calado, carrancudo, que não sorri, que não brinca com a gente, que nem ao menos faz gestos... É parado, parado, quieto, como aquele peixe pintado ali na parede. Pode cair a casa que a criatura não diz água.
                                             Érico Veríssimo

Exemplo de descrição física

   Era um homem alto, magro, de faces amortecidas e olhar distraído. A sua cabeleira, inteiramente branca, sempre revolta, dava-lhe uma estranha aparência de profeta. Usava, habitualmente, uma espécie de túnica avermelhada, suja, esfarrapada, que mal lhe chegava até os joelhos. (Malba Tahan)

DIFERENÇA ENTRE NARRAÇÃO E DESCRIÇÃO

Na narração você reproduz acontecimentos. Nela você apresenta Suspense, Conflitos dos personagens, desenrolar dos acontecimentos e um desfecho que pode ser feliz ou infeliz, previsível ou imprevisível.
A Descrição aparece também muito no meio das narrações, assim como os diálogos.
Para descrever algo, você pode destacar:
-como é;
-Para que serve(objetos)
-O que faz.
Na descrição usamos muito todos os sentimentos: você vê, ouve, cheira, toca, sente o gosto para descrever...É bem mais difícil do que narrar, mas vale a pena tentar. Aparecem muito os adjetivos, por isso vale a pena aumentar seu vocabulário.
Ao DESCREVER alguém podemos encontrar:
-Caracterísiticas FÍSICAS.
São as que você enxerga visivelmente.
-Caracterísiticas PSICOLÓGICAS.
São as que você não enxerga no corpo, mas no jeito de ser, de se comportar.
-Ações Costumeiras(gosta de dançar,adora futebol, etc.).

Cecília Meireles

Despedida



Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.

Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.
Cecília Meireles

terça-feira, 26 de junho de 2012

O CÃO, O GALO E A RAPOSA

   Um cão e um galo que tinham feito amizade iam juntos por uma estrada. Quando veio a noite, o galo subiu em uma árvore, enquanto o cão se aninhou no oco de um tronco. Adormeceram. Como de costume, o galo cantou antes de o dia nascer. Uma raposa, escutando-o, correu até a árvore e pediu para ele descer: queria beijar um animal de voz tão bela. O galo respondeu:
   - Acorde antes o porteiroque está dormindo ao pé da árvore. Quando ele acordar, descerei.
   Quando a raposa foi conversar com o cão, ele saltou sobre ela e a despedaçou. [...]
                                                   Esopo. Fábulas.

O QUE É COMUNICAÇÃO

O QUE É COMUNICAÇÃO?
Comunicação é um campo de conhecimento acadêmico que estuda os processos de comunicação humana. Entre as subdisciplinas da comunicação, incluem-se a teoria da informação, comunicação intrapessoal, comunicação interpessoal, marketing, propaganda, relações públicas, análise do discurso, telecomunicações e Jornalismo.

Também se entende a comunicação como o intercâmbio de informação entre sujeitos ou objetos. Deste ponto de vista, a comunicação inclui temas técnicos (por exemplo, a telecomunicação), biológicos (por exemplo, fisiologia, função e evolução) e sociais (por exemplo, jornalismo, relações públicas, publicidade, audiovisual e meios de comunicação de massa).

A comunicação humana é um processo que envolve a troca de informações, e utiliza os sistemas simbólicos como suporte para este fim. Estão envolvidos neste processo uma infinidade de maneiras de se comunicar: duas pessoas tendo uma conversa face-a-face, ou através de gestos com as mãos, mensagens enviadas utilizando a rede global de telecomunicações, a fala, a escrita que permitem interagir com as outras pessoas e efetuar algum tipo de troca informacional.

No processo de comunicação em que está envolvido algum tipo de aparato técnico que intermedia os locutores, diz-se que há uma comunicação mediada.

O estudo da Comunicação é amplo e sua aplicação é ainda maior. Para a Semiótica, o ato de comunicar é a materialização do pensamento/sentimento em signos conhecidos pelas partes envolvidas. Estes símbolos são então transmitidos e reinterpretadas pelo receptor. Hoje, é interessante pensar também em novos processos de comunicação, que englobam as redes colaborativas e os sistemas híbridos, que combinam comunicação de massa e comunicação pessoal e comunicação horizontal.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

LÍNGUA E LINGUAGEM

A linguagem é a capacidade humana de se comunicar por meio de palavras, imagens, sons, gestos, cores, expressões faciais, etc.
Quando são usadas palavras, a linguagem é chamada verbal. Quando são usadas imagens, gestos,sons, cores, etc. é chamada não-verbal.
A comunicação pode usar uma ou outra linguagem, ou ainda fazer uma interação das duas linguagens.

RELATO PESSOAL

O relato pessoal é um texto que conta uma experiência vivida pelo próprio narrador.
Sempre lembrar de que a primeira pessoa é marca do relato.

Viajei para a Rússia em pleno inverno, a cavalo. [...]

ESTRUTURA-PADRÃO DO TEXTO DISSERTATIVO

INTRODUÇÃO
Parágrafo de abertura do texto dissertativo.
Apresenta a ideia principal e sugere os aspectos a ser desenvolvidos.

DESENVOLVIMENTO
Parágrafo(s) em que o autor revela sua capacidade de influenciar, persuadir ou convencer o leitor.
Traz argumentos, provas e raciocínios utilizados para fundamentar e sustentar a ideia exposta na introdução.

CONCLUSÃO
Parágrafo final do texto dissertativo.
retoma, de modo sucinto, as ideias anteriormente desenvolvidas ou apresenta nova ideia para o problema proposto, como forma de instigar o leitor.

A produção de texto dissertativo requer o uso da norma culta da língua portuguesa.

PROCESSOS DE COMPOSIÇÃO DE UM TEXTO

    Os processos de composição de um texto podem ser agrupados em três modalidades: narração, descrição e dissertação.
Modalidade     voz do texto           objetivos                       componentes

Narração          narrador                contar, relatar                 fatos, acontecimentos, ações

Descrição        observador            detalhar,identificar         seres, objetos, ambientes

Dissertação     argumentador        discutir, expor                ideias,opiniões,argumentos

    O objetivo de um texto é transmitir uma mensagem. Portanto, o modo como ele é organizado é determinado pela intenção e pelo objetivo de quem o produz. Quem escreve precisa selecionar a forma mais adequada para apresentar suas ideias, organizando-as de modo a facilitar a compreensão de seu público-alvo.
    Lembrando que, uma das características de um texto escrito em prosa é a organização linear e sua divisão em parágrafos - enunciados compostos de frases, orações e períodos.
  
Variantes linguísticas:
gírias - são palavras ou expressões criadas por determinado grupo social ou geração para marcar uma identidade.
Gírias que marcaram:
anos 1960 - dar tábua(recusar-se a dançar); fossa(depressão, crise existencial); pão(homem bonito); pra frente(moderno).
anos 1970 - barra(situação difícil); bicho(amigo); joia( tudo bem).
anos 1980 - bode( mau humor); deprê(depressão); massa(bom, ótimo, legal).
anos 1990 - animal(pessoa de expressão); azaração(namoro, flerte), é o bicho(coisa que esteja acontecendo); sarado(saudável).

regionalismos - são termos ou expressões típicos de determinadas regiões. As variantes regionais brasileiras se diferenciam, principalmente, pela pronúncia dos fonemas, pela entonação das frases e pelo vocabulário. Ex.: sinaleiro - Porto Alegre; farol - São Paulo.

neologismo - é uma palavra criada para suprir uma necessidade do falante. Ex.: deletar(apagar).

estrangeirismos - palavras tomadas emprestadas de outras línguas que foram aportuguesadas, como bife(beef), xampu(shampoo). Outras, como shopping, outdoor e office boy, mantêm a grafia original.

 Todas as variantes linguísticas são legítimas, desde que cumpram com sua finalidade: a comunicação e| ou interação entre as pessoas.
NÍVEIS DE LINGUAGEM: FORMAL E INFORMAL
A maneira mais elaborada de falar ou escrever é chamada linguagem formal.
A linguagem formal é mais usada na escrita e em situações orais formais, como palestras, seminários, cerimônias, entre outras.
A maneira mais simples, descontraída de falar ou escrever é chamada de linguagem informal. Emprega-se, geralmente, nessa linguagem um vocabulário coloquial.
O uso de uma ou de outra forma depende de situação e da intenção de quem produz a mensagem.